sexta-feira, 19 de março de 2010

Talvez

        Espero um dia casar. Espero um dia ter filhos. Espero um dia amar de novo. Só espero. Não rezo. Não faço. Não engano me. Só espero. Talvez a espera canse. Talvez uma rosa te cause feridas. Talvez você não me ame. Talvez não te entregue minha vida. Espero você ir como que tem certeza que o sol nasce. Espero você voltar. Será que é tão bom assim se enganar? Porque eu te espero com vontade. Com vontade de quem se prende a vida,  se segura em um futuro desconhecido. Com vontade de quem se entrega a um estranho, amigo intimo desconhecido. Por que não paro? Por que não vivo. Viver de que ? Viver para que? Por que sonhar?  Como sentir? Como deixar pequenas coisas apagarem escritos de pedra? Como ter alma e ser burra? Se os desafinados tem, por que nós os idiotas não? Sem coração não se sente. Sem coração não se tem. Sem coração não se respira. Sem coração não se existe. Então. Por que continuar ? Por que? Por que você? Por que eu com você? Por que você insiste em fazer? Por que você não para? Por que você não me ama? Por que você diz que sim e continua a fazer? Não quero saber o porque. Não quero saber de você. Não quero querer. Não quero nada! Só quero não querer!    

quarta-feira, 10 de março de 2010

Como ser novo de novo?

        Começo de ano letivo, sou repetente e por isso estou no nono ano de novo. Sala nova, tudo novo. Mas como ser novo se é de novo? No começo do ano pensei "Ai, tudo de novo. As mesmas matérias os mesmos dias, as mesmas aulas e a mesma vontade de matar a educação física.".
        Eu entrei em uma sala estranha, embora tenha tido aula nela ano passado, e cheia de pessoas que eu não conhecia. Não durou muito e logo o René ( nome fictício) falou "Você na minha turma. Não creio. Chega aqui.". Depois vi a Paula ( sempre uso nomes fictícios!) no canto. Então nem tudo era velho e agora era novo.
        Me peguei perguntando "Como assim novo de novo?!" e descobri sem querer, acho que tudo que eu entendo é sem a intenção, que quando se repete não se vai ver as mesmas coisas e sim coisas diferentes. Novas pespectivas e alternativas nunca pensadas antes que podem ser aplicadas na sua vida. Coisas novas e incríveis. 
        Foi então que eu percebi que por mais que esse mundo seja real ele é o da Alice e só dela. Porque, afinal, mesmo não sendo loira eu (todos nós) somos meio malucos e vivemos em nosso próprio mundo e isso, embora não possa parecer, é simplesmente A-D-O-R-Á-V-E-L. 
        Embora nós estejamos vivendo em um mundo que é horrendamente rápido, acho que deviamos tirar uns segundo e mostrarmos para as outras pessoas como enxergamos o mundo em que vivemos, afinal o que seria das pessoas se só o seu mundo existisse?  
                                                   

domingo, 7 de março de 2010

Der Junger und die Mädchen*

      Hoje eu estava conversando com o meu namorado e ele me contou uma história de um menino e uma menina. Só no meio da história é que eu fui perceber que era a nossa história. A história do nosso primeiro beijo e me fez a pessoa mais feliz do mundo. * o significado do título é " O menino e a menina" e está em alemão.  A história que ele contou foi a seguinte:
                   O Nosso Primeiro Beijo
      " A menina ao olhar para o céu, em seus pensamentos fixo no céu, e o menino ficou olhando a menina olhando pro céu e achou uma coisa em comum! - Ela também gosta de ver as estrelas.
        Agora eu falarei alguma coisa que aconteceu quando o menino estava no banco e a menina estava ao lado dele. Ele ficou com o braço atràs dela, com a mão no ombro e retirou só para mudar de posição.A menina não gostou. Pegou o braço do menino, querendo ele mais perto dela.O menino ficou muito contente em seu braço ser requerido pela menina.
        O menino, por sua vez, se mudou de lado. Ele estava do lado direito dela e agora foi para o lado esquerdo. O menino ficou prestando atenção no que estava acontecendo mais adiante, olhado reto, fingiu que não sabia que a menina estava olhando para ele como se ela estivese hipinotizada/babando/ ou simplismente olhando pro menino. Ele ficou tão feliz por dentro que quase sorriu, mas fez cara de sério.
        O menino olhou para a menina, a menina olhou para o menino. Fez quase mágica. O menino, ao olhar para a menina nos olhos, pensou que o "menino dos olhos" de ambos* poderiam fazer um acordo e esse acordo poderia ser bem legal em que ambos poderiam ficar juntos, dar abraços, beijos e carinho entre ambos. Um "acordo" que poderia ser feito sem que escrevessem um documento concordando com a burocracia vingente.
        Mas o olhar da menina foi como uma mágica para o menino, quase falando como nos desenhos animados! Então, o menino falou que se ele quisesse uma coisa que a menina talvez não quisesse, mas também poderia querer e era uma coisa que ele queria fazer. Mas o menino estava com medo de fazer algo e depois apanhar por não poder fazer tal coisa.
        Será que a menina poderia fazer um negócio?
       O menino queria muito fazer algo, no pensamento dele ele queria dar um beijo na menina e achava que a menina também queria beijá-lo, pois o menino percebeu que a menina estava admirando o menino.
       Mas e se a menina só estava pensando em alguma coisa e estava olhando apenas para ele?
       Então o menino pensou que se ela olhava para o menino, olhava para o seu cabelo, seu nariz, seus olhos, essa coisas e seu corpo se aproximava. O menino também percebeu que quando a menina olhava para ele algo no seu peito tremia mais rápido, podia ser seu coração.
       Ele ficou falando para a menina que queria fazer algo que ele achava que a menina também queria fazer, mas tinha vergonha ou receio de fazer pois o menino, como tínhamos falado antes, era meio tímido. E então, o menino ao ficar olhando para a menina sentiu que deveria fazer o que ele estava querendo fazer. O que seu coração mandava, então se aproximou da menina. Mui bela era a menina. Ele se aproximou, colocou uma de suas mãos no ombro da menina e a outra mão o menino colocou no rosto da menina fazendo uma "trilha" partindo do queixo à nuca, suavemente se aproximou da menina. E então não beijou. Ele ficou com a boca perto da menina deixando a menina escolher se recebia o beijo no rosto ou na boca. Então em uma decisão de ação-pensamento-reação, foi de apenas 1,5 segundos.
       E o menino que escreve agora ficou impressionado como nosso cérebro é incrivel porque em uma fração de segundos escolheu seu destino.Que traçado, fazendo 8 meses, que esse menino é muito apaixonado por essa menina e sente muita falta dessa menina pois não ve sua amada todos os dias."

      Ass.: Edimilson menino apaixonado
 * ele quis dizer o reflexo dele nos meus olhos.