quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dito por não dito... DIGO

        Um pequeno poema (meio besta) que fiz:

        Gosto-te muito

        Não posso dizer que meu coração bata só por ti
        Pois isto já fazia muito antes
        Não posso afirmar que o ar entre e saia de meus pulmões por ti
        Pois isso, também, já o fazia a tempos
        Não posso te falar que meus pensamentos se voltam única e exclusivamente a ti
        Pois, sendo assim, estaria fardada ao fracasso ao atravesar a rua

        Apesar de tudo posso afirmar-te que meu coração permanece bombeando
        Meus pulmões se inflando
        E meus pensamentos flutuando
        Por gostar-te muito

        Não posso dizer-te que continuo vivendo só por ti
        Mas posso afirmar-te que faz parte integrante da vida em mim
        Não porque sem ti ela não fisesse sentido
        Porém porque contigo ela adiquire outro sentido

        Afinal, todos estamos fardados a nos apaixonar mesmo que por breves instantes, puros segundos.

Linhas

        Ás vezes me sinto mau em escrever nessas folhas listradas. Me sinto presa por escrever respeitando o espaço da linha e sempre uma frase debaixo da outra. Por essas e outras é que as folhas totalmente brancas {não que eu custume usar um caderno de folhas amareas ou verdes, mas acho que foi compreensível o que eu quis dizer [ops, escrever(mas também não é uma forma de passar algo, tipo "dizer"?)]} porque elas me permitem modificar a forma de escrita.
        Sei lá, acho que posso ( e faço muito isso) começar a escrever na direita e terminar no meio, passando para a parte de baixo da folha e depois para cima. Acho que realmente gosto dessas mudanças, sabe, poder me permitir algo, seja lá o que esse algo seja.